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SECRETÁRIO DESTACA AÇÕES CONTRA VIOLÊNCIA, MAS PREVÊ MAIS DE 1.700 HOMICÍDIOS PARA N2011 NA PB

fig02v2011Secretário ainda apresentou uma projeção para 2011, que indica que o Estado terá 1.703 homicídios reconhecidos.

Em sua explanação inicial, o deputado questionou os investimentos do Governo do Estado na área de segurança nos quatro primeiros meses e meio de gestão. Trócolli se remeteu ainda ao aumento da violência e as poucas ações, que segundo ele, estão sendo desenvolvidas em prol da redução da criminalidade no Estado.

“É inadmissível continuarmos com esses altos índices no Estado. A violência é tamanha que já chegou até as residências de nós parlamentares, de servidores da justiça e até mesmo dos oficiais da Polícia Militar”, disse o deputado.

Por sua vez, o secretário Cláudio Lima reconheceu o aumento da criminalidade no Estado, mas atribuiu o fato ao avanço da violência que assola todos os Estados do país. “Antes de qualquer coisa, é importante frisar que a criminalidade vem crescendo no Brasil há muitos anos. Eu tenho um estudo do Ministério da Justiça, que mostra que em 2004 o índice de homicídios no país passou de uma faixa 10% até cerca de 30% para cada 100 mil habitantes. É claro que os índices caíram em alguns estados, mas a taxa de homicídios no Brasil hoje fica em torno de 25,2% homicídios. Isso é o reflexo não só daqui, mas de todo o país”, argumentou o secretário.

Homicídios na Paraíba

Para tentar justificar o crescimento, o secretário apresentou planilhas de homicídios, prisões e investimentos na área de segurança pública relativas à Paraíba. Segundo ele, o Estado tinha uma situação considerada boa há cerca de 10 anos atrás, mas a realidade atual se demonstra bem diferente.

O índice de homicídios na Paraíba, em 2010, foi 14,2% acima da média nacional. O Estado apresentou uma taxa de 39,4% de homicídios por cada 100 mil paraibanos.

Para se ter uma ideia, no ano 2000 a Secretaria de Segurança identificou 507 homicídios durante todo o ano, enquanto que em 2010 esse número aumentou para 1.485.

Segundo o secretário, esses números poderão ainda ser maiores. Ele reconheceu que a Paraíba ainda possui um serviço informatizado confiável de segurança. “Nós estamos no Estado que nunca houve preocupação com segurança pública. Estamos com um problema sério de números. A nossa fonte de informação, pasmem, é o sistema do DataSUS, do Ministério da Saúde, e o Instituto de Medicina Legal, portanto, esses números podem ser ainda maiores”, esclareceu.

Mudança de realidade

Para tentar mudar essa realidade, o secretário destacou justificar algumas ações que estão sendo realizadas pelo Governo do Estado na área de segurança. Entre elas, à formação de uma equipe de análise criminal e estatística, com o apoio de auditores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O trabalho do setor já identificou que 90% dos homicídios registrados no Estado são contra homens na faixa etária de 15 a 30 anos; 7% contra mulheres e 85% são cometidos por armas de fogo. Os números ainda evidenciam uma melhora no total de apreensões de drogas.

Em 2010, foram apreendidos pelas polícias Militar e Civil apenas 147 kg de maconha, enquanto que nos primeiros meses de 2011, esse já chegou a 270 kg. Já de cocaína foram retirados 140 kg de circulação (em 2010), e 209 kg (em 2011). De crack foram presos apenas 7 kg (2010) e cerca de 26 kg só no primeiro trimestre deste ano.

Investimento

O secretário ainda destacou a criação de um território da Polícia Militar, com o efetivo subdivido por áreas específicas; a ativação da companhia de apoio ao turista; a ampliação do quadro de delegados e equipes de plantão; instalação da delegacia de entorpecentes e a aquisição de um prédio para a delegacia de homicídios.

Segundo os números apresentados, o Governo do Estado ainda adquiriu 1.600 pistolas para as polícias Militar e Civil; 3.500 coletes a prova de balas; 40 viaturas para a Policia Civil; seis viaturas de resgate para o Corpo de Bombeiros; 75 motocicletas para a Polícia Militar; 257 computadores e 175 Tazers, que é um tipo de armamento não letal.

A sessão contou com a participação do secretário executivo do Governo, Lúcio Flávio, do comandante Geral da Polícia Militar, Euller Chaves, além de demais membros da cúpula de segurança pública do Governo do Estado.

FONTE:
Redação – wscon

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