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Ricardo descarta contratar nomeados

O governador eleito Ricardo Coutinho (PSB) disse ontem que a situação financeira do Estado não permite a imediata contratação dos 700 servidores nomeados pelo governador José Maranhão (PMDB), nem também o pagamento da chamada PEC 300 dos policiais e dos agentes penitenciários.

“Eu tenho o compromisso com a contratação dos concursados e farei isso. Agora, jamais eu posso fazer isso para aprofundar o caos que o Estado se encontra. O Estado só pode contratar quando estiver com o devido equilibro fiscal e financeiro”, afirmou Ricardo.

Ele disse que a PEC 300 foi uma farsa do governo Maranhão, pois não havia previsão orçamentária para pagamento do reajuste salarial.

“Não tinha nada de PEC 300. Na verdade, era uma proposta de reajuste que buscava equiparar com os policiais de Sergipe. Uma farsa, porque nem dinheiro na LOA tinha. Se não tem dinheiro para pagar dezembro como é que vai ter dinheiro para pagar essa série de reajustes que foram efetuados e a contratação de centenas e centenas de pessoas?” questionou o governador eleito.

Ricardo afirmou que só terá condições de contratar servidores concursados quando o Estado estiver com suas finanças equilibradas. “Nós vamos contratar as pessoas e vamos sim prover melhores condições para o funcionalismo a partir do equilíbrio financeiro e fiscal do Estado, sem isso não existe a menor capacidade de pensar em nada”.

Para ele, o equilíbrio financeiro e fiscal é inegociável. “De minha parte o funcionalismo jamais vai me ouvir dizendo ou prometendo algo que eu saiba que não tem capacidade de ser pago. É uma falta de respeito com as pessoas. É tentar iludir as pessoas nas necessidades básicas que essas pessoas têm. O Estado precisa ser saneado e nós vamos sanear o Estado. Se você me perguntar quanto tempo demora esse saneamento por mim demoraria um dia, mas não é assim. Nós vamos ter um longo caminho para que as contas fiquem em ordem”, salientou.

Ricardo lamentou que o Estado tivesse chegado a uma situação de calamidade e disse estar consciente de suas responsabilidades para colocar as finanças nos eixos. “Lamento, não só apenas por ser o próximo governador e ter que dá conta de uma situação dessas, mas lamento também porque a população paraibana tem pressa. Eu sei disso, eu sei das nossas responsabilidades, eu sei do ritmo que nós precisamos implementar para poder estar a altura dessas necessidades que o povo paraibano tem. Agora, eu só posso fazer isso com equilíbrio financeiro”.

Socialista anunciará medidas emergenciais

O governador eleito, Ricardo Coutinho (PSB), vai anunciar medidas emergenciais para ditar os caminhos do Estado nos primeiros meses do seu governo. A declaração foi feita durante entrevista coletiva na tarde de ontem para a apresentação dos novos secretários indicados na área de agricultura, infraestrutura, administração penitenciária e turismo, além da Procuradoria Geral do Estado.

Para o socialista, o atual governador já assumiu que a situação da Paraíba é critica ao declarar que o Estado pode não ter dinheiro para o pagamento da folha de dezembro. Além disso, o socialista pontuou que setores como a agricultura, turismo e a administração penitenciária estão em situação delicada, necessitando de forma urgente de mudanças.

Ricardo voltou a ressaltar que é necessário a racionalização da máquina governamental para buscar o equilíbrio financeiro do Estado para destravar obras do PAC que estão paralisadas no Estado, além de viabilizar a construção do Centro de Convenções, enfatizando que a prioridade no seu início de governo é o pagamento da folha salarial.

“Vamos traçar planos para alavancar o PIB da Paraíba a curto e longo prazo”, garantiu o governador eleito. Disse ainda que vai cortar todas as gratificações “ilegais e imorais”, além manter cargos vagos para agregar e estabelecer responsabilidades para o trabalho executado.

Ele revelou ainda que nenhuma secretaria vai atuar de forma isolada, traçando projetos em conjunto para fomentar o quanto antes as reais necessidades da Paraíba. Ricardo Coutinho garantiu que hoje deve finalizar os anúncios dos indicados para comandar os órgãos da administração direta e parte da indireta do Governo do Estado.

FONTE: Jornal Correio da Paraíba

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