Policiais ocupam praça em busca de audiencia com Cássio

Policiais ocupam praça em busca de audiência com Cássio

19/06/2007

João CostaDezenas de agentes da Polícia Civil ocuparam hoje de manhã a Praça João Pessoa na tentativa de conseguir uma audiência com o Governador Cássio Cunha Lima(PSDB). O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil disse que o movimento grevista da categoria está sendo reprimido nas delegacias.A greve dos agentes da Polícia Civil começou no dia 1º de junho, mas foi suspensa cinco dias depois, atendendo a um pedido do secretário de Segurança, Eitel Santiago. Ele alegou que a interrupção no movimento paredista seria necessária para proporcionar avanço nas negociações. “Retornamos ao movimento até que o governador nos receba e ofereça uma proposta salarial digna”, disse Antônio Erivaldo, presidente do sindicato.Ele acrescentou que inicialmente o Governo havia oferecido um reajuste de 7%, alterado, posteriormente para uma nova proposta de aumento de R$ 150,00 para agentes de nível médio, dividido em duas parcelas. Em contrapartida, o sindicado pediu 50% do aumento que foi concedido pelo governo aos delegados, o que representaria uma majoração de R$ 750,00 nos contra-cheques. Erivaldo alega que a partir deste momento não houve mais resposta do Governo.Segundo ele, o superintendente de Polícia Geral, Gerson Babosa estaria reprimindo o movimento grevista dos agentes de Polícia. “Ele tem ligado para as delegacias, fazendo ameaças de transferência de agentes, corte de ponto e rasgando faixas nas delegacias, coisa que lembra a época das baionetas”. O líder Governo, deputado Ricardo Barbosa (PSDB), rebateu o presidente do Sindicato dos Agentes de Polícia Civil: “Essas afirmações de que o governo está reprimindo o movimento dos policiais não procedem. A prática do governo é negociar sempre. Tem sido assim com os professores e não poderia ser diferente com os policiais”. Um agente em início de carreira, incluindo todas as vantagens, recebe hoje um salário de R$ 1.265,00. Em caso de aposentaria, um agente perde vantagens como gratificação de atividade de risco de vida, gratificação por atividade especial e fica com metade dos seus vencimentos.