Policiais entram em greve por tempo indeterminado

Policiais entram em greve por tempo indeterminado


· JULIANA BRITO E BETH TORRES

Os policiais civis da Paraíba param as atividades por tempo indeterminado a partir de hoje. O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba (SSPC-PB), Antônio Erivaldo de Sousa, garantiu que os 1.480 funcionários das cerca de 300 delegacias da PC existentes no Estado vão suspender as atividades. Segundo ele, apenas 30% dos serviços essenciais serão mantidos. Na noite de ontem, por cerca de quatro horas, entidades representativas da categoria se reuniram com o secretário de Segurança e Defesa Social, Eitel Santiago, mas não houve acordo.Os policiais reivindicam, entre outras coisas, um reajuste de 76%, mas o secretário ofereceu uma correção de 7%, segundo contou Antônio Erivaldo. Ele disse ainda que Eitel Santiago ficou de encaminhar a solicitação da categoria para a equipe econômica do governo estadual e no próximo dia 5 apresentar uma contraproposta. “Na terça-feira à tarde realizaremos uma assembléia geral para decidir se a nova proposta será aceita”, contou. A categoria elaborou a Instrução Normativa 001/2007, disciplinando as diretrizes para o movimento grevista. O documento estabelece a metodologia de trabalho dos agentes de investigação, escrivães, peritos, agentes de telecomunicação e motoristas policiais, durante a paralisação. Os profissionais irão se revezar em regime de escala.O secretário de Segurança e Defesa Social do Estado, Eitel Santiago, informou que já conversou com agentes da Polícia Civil de vários municípios paraibanos. Segundo ele, não haverá greve, pois a maioria dos membros da categoria não está mobilizada para este fim. Segundo o secretário, “o governo já melhorou muito em relação à Polícia Civil e o agente da Paraíba está na sexta posição na relação dos melhores salários do Brasil”. O secretário disse ainda que, como não haverá greve, os faltosos terão o ponto cortado. “Quem parar terá o ponto cortado, porque greve é quando a maioria quer. Se a maioria não quiser, não está havendo greve”, afirmou Eitel.