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Policiais Civis poderão entrar em greve na PB

CORREIO DA PARAÍBA

CIDADES
Paraíba * Quarta-feira, 07 de junho de 2005 A – 7

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Policiais Civis poderão entrar em greve na PB

 

O Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba-SSPC/PB, participou do 7º. Congresso Nacional da Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis (COBRAPOL), realizado nos dias 30 e 31 no Hotel Tambaqui, em Maceió/AL. A Paraíba foi representada pelos policiais civis Antonio Erivaldo, Ademir da Costa Vilar, Francisco Camilo dos Santos e David de Oliveira Reis. O congresso teve como tema principal “Plano de Democratização da Polícia Civil Brasileira”, e o palestrante foi o Dr. Jorge Venerando, presidente do SINPOF-AL, que falou em “um novo modelo de polícia, que possibilite a participação de toda sociedade. Segundo ele, o modelo atual de polícia civil do Brasil é desestruturado, ultrapassado, fracassado, antidemocrático e injusto”. Apesar que a Constituição Federal garantir que somos uma carreira única, mas em pleno século XXI, os delegados insistem em confundir habilitação com qualificação. Outro ponto foi os baixos salários pagos aos agentes, escrivãs e papiloscopistas nos Estados, muitos percebem vencimentos que é uma vergonha nacional, como exemplo foi citado a Paraíba, que paga o pior salário do país. Um delegado de carreira percebe vencimento básico mais gratificações bruto de R$2.086,78 o liquido R$1.752,00, que corresponde a metade dos vencimentos de coronel da PM/PB que é R$4.200,00 já os demais escrivãs, agente de telecomunicação papiloscopista vencimento básico mais gratificações R$840,93 liquido recebe R$748,00.  A plenária do congresso aprovou moção de solidariedade para os policiais paraibanos, que encontram-se em estado de mobilização para um possível paralisação geral. Um documento será encaminhado ao Governador Cássio Cunha Lima, através da COBRAPOL, solicitando uma audiência com a direção do sindicato e abra uma discussão sobre os baixos salários da segurança pública da Paraíba e restabeleça a democracia. A classe reivindica não só apenas correção salarial, mas melhores condições de vida e trabalho, concluiu Antonio Erivaldo Henrique de Sousa, presidente do SSPC/PB.
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