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Policiais civis podem entrar em greve

Cidades

B-2 PARAIBA * QUARTA-FEIRA, 29 DE MARÇO DE 2006

Policiais civis podem entrar em greve

 

Edson Verber

Revoltados com o que consideram “os piores salários do Brasil”, os mais de 1.600 funcionários da Secretaria Estadual de Segurança Pública e Defesa Social da Paraíba, realizam assembléia geral, amanhã, e poderão decidir pela decretação de greve geral por tempo indeterminado ou pela realização de protestos. Essa posição visa pressionar o Governo do Estado a recebê-los em audiência e conceder reajustes salariais e outras vantagens prometidas pelo Governo desde outubro de 2005.

Depois de convocar todos os mais de 600 associados, para a assembléia que ocorrerá na sede da Rua General Osório, 90, Centro, João Pessoa, o presidente do SSPC-PB (Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba), Antônio Erivaldo Henrique de Souza, assegurou que a categoria poderá optar pela paralisação, “em face ao tratamento desatencioso que vem recebendo do Governo do Estado”.

Erivaldo disse que desde outubro do ano passado, quando das comemorações do Dia do Funcionário Público, o governador vem prometendo implantar as vantagens que os servidores têm direito no contra-cheque e atender outras reivindicações.

A pauta de reivindicações , para a assembléia dos trabalhadores da Secretaria da Segurança e dos policiais civis, é a seguinte: audiência com o governador do Estado; implantação da proporcionalidade salarial de 2/3 dos vencimentos dos delegados de carreira e peritos, para os demais policiais civis, agentes de investigação, agentes de telecomunicações, escrivão, papiloscopista, auxiliar de perito e motorista policial, entre outros. Eles também querem a reestruturação da Secretaria da Segurança, de acordo com a Lei 4.273/81, adequando-a à nova realidade e criando o PCCS (Plano de Cargos, Carreira e Salários), para o Grupo GPC-600; pagamento da gratificação de adicional noturno e horas extras aos policiais civis; aposentadoria com proventos integrais, após 30 anos de serviços para homens e 25 para mulheres; e reforma nas instalações de todas as superintendências, delegacias e departamentos.

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