Policiais Civis decidem retomar greve nesta sexta-feira

Quinta, 14 de Junho de 2007

Braços cruzados

Policiais civis da PB decidem retomar greve nesta sexta-feira


Os policiais civis da Paraíba decidiram retomar a greve a partir desta sexta-feira, dia 15. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira, dia 14, durante assembléia. Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba (SSPC-PB), Antônio Erivaldo Henrique de Sousa, a categoria rejeitou a proposta do governo, que ofereceu reajuste salarial de R$ 150. Dos 1.820 policiais civis, cerca de 1.050 devem cruzar os braços. Os 320 delegados vão trabalhar normalmente.


Durante a greve, o IPC não irá expedir carteira de identidade e todas as perícias vão estar suspensas, exceto exame de tóxico e cadavérico. As delegacias só atenderão flagrantes. “O governo ofereceu R$ 150, ainda mais dividido em duas vezes. Isso foi rejeitado por unanimidade pela categoria. Achamos ridícula a proposta”, disse Antônio Erivaldo. O presidente do SSPC-PB frisou que a última proposta dos policiais foi um aumento salarial de R$ 750, ou seja, metade da correção obtida pelos delegados.

Outra queixa do sindicato foi com relação à aplicação do reajuste.


“Reivindicamos um aumento que abrangesse todos os trabalhadores, mas os R$ 150 iriam excluir os aposentados e pensionistas”, lembrou Antônio Erivaldo. As reivindicações incluem, ainda, a implantação da Lei Orgânica para todos os trabalhadores, o deferimento dos processos de ascensão funcional e aposentadoria com proventos integrais para toda a categoria.


A greve dos Policiais Civis teve início na Paraíba no dia primeiro de junho e foi suspensa seis dias depois. “Voltamos ao trabalho a pedido do secretário Eitel Santiago, em nome do governador, para que as negociações avançassem, mas nada avançou”, frisou.


A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado e de Defesa Social (Seds) informou que os R$ 150 oferecidos pelo governo representa três vezes mais do que a inflação do ano de 2006. Comunicou ainda que os estados brasileiros que estão negociando com a polícia só oferecem 3,5% de reajuste, enquanto os R$ 150 representam 12%. Sobre o retorno da greve, a Seds informou que vai usar de todos os meios para manter o funcionamento da segurança pública no Estado.

Fonte: Da Redação