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POLÍCIA X POLÍCIA

Rubens Nóbrega – Segunda, 11 de Fevereiro de 2008

POLÍCIA X POLÍCIA

Vou partilhar hoje com os leitores possíveis um relato que me deixou bastante preocupado, porque mostra sério desentendimento nos bastidores da Polícia Civil entre delegados e outros servidores da segurança pública.
Segundo a fonte que me abastece, os delegados estariam adotando a filosofia “farinha pouca, meu pirão primeiro” na elaboração de uma nova estrutura de cargos e salários para a carreira policial.
Essa é uma briga muito ruim para a própria Polícia Civil e, muito mais, para a sociedade paraibana, servida por uma força mal remunerada (a pior ou uma das piores remunerações do Brasil), mal equipada e, principalmente, mal dirigida.
O que dizer, então, de termos além de tudo uma Polícia desunida, desarticulada, com um dos seus segmentos trabalhando na maior contrariedade e insatisfação?
Baixa remuneração abaixa a qualidade de qualquer serviço essencial de Estado, em especial o da segurança. Além disso, governo que paga mal à Polícia é prato cheio tanto para bandido como para policial corrupto, violento ou as duas coisas juntas.
Toda essa problemática está embutida na mensagem enviada ao colunista na véspera do desfile do Bloco das Muriçocas, de João Pessoa, por um(a) agente policial.
Guardei o assunto para depois do carnaval porque, proximamente, a suposta reestruturação da carreira policial deve entrar na pauta de governo e da Assembléia, onde poderá ser aprovada lei que aprofunde que agrave situação bastante complicada.
Uma situação que ameaça transformar companheiros de trabalho em inimigos, para gáudio dos malfeitores e desespero das pessoas de bem.
No tópico a seguir, deixo vocês com o texto da pessoa que forneceu a história à coluna. É gente do bem e da minha inteira confiança.

Bomba no anteprojeto

Caro Rubens, venho aqui escrever sobre um episódio quase que inédito na Polícia Civil da Paraíba, um milagre que deve ter salvo pelo menos um milhão de almas perdidas e levado para?o Reino dos Céus metade dos bandidos do planeta.
Vamos nos situar, então… Ultimamente, e isso já foi veiculado na mídia, uma luta vem sendo travada pelos policiais civis para que finalmente seja aprovada uma Lei Orgânica (LO)?para a categoria.
Há muito tempo mesmo que o texto dessa lei vem rolando pelos corredores da Secretaria (de Segurança Pública). Até que, com a chegada de Eitel Santiago (o secretário de Segurança Pública), uma comissão foi novamente formada para colocar o anteprojeto da lei em andamento.
Depois de muitos meses de burburinho sobre o conteúdo?da proposta, o material vazou. Os valores sugeridos espantaram agentes, escrivães, motoristas, agentes de telecomunicação, papiloscopistas e auxiliares de perito, que são chamados (vez em quando?pejorativamente) de nível médio.
Para ter uma idéia: a gratificação de risco de vida de um delegado ficaria maior do que toda remuneração dos demais servidores.

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