POLÍCIA CIVIL PARAIBANA PARTICIPA DE PROTESTO HISTÓRICO EM BRASÍLIA CONTRA O FIM DA APOSENTADORIA DOS POLICIAIS

O Sindicato dos Servidores da Policia Civil do Estado da Paraíba e dos demais Estados da Federação participaram de manifestação histórica em Brasília-DF, terça-feira (18), contra a PEC 287/2016 do governo federal, que acaba com a aposentadoria dos policiais civis, federal, rodoviários federal e agentes penitenciários. Com a reforma da Previdência Social em tramitação no Congresso, caso a PEC 287/16, for aprovada esses policiais não mais serão aposentados com o atual direito da paridade e integralidade de seus vencimentos, além de perderem o reconhecimento da atividade de risco garantida pela Constituição Federal/atual, Inciso II, parágrafo Único do art. 40.
A Paraíba esteve representada pelo Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba – SSPC/PB, segundo o presidente Antonio Erivaldo Henrique de Sousa, que também é diretor da Região Nordeste da COBRAPOL e representantes da UPB-União das Policias do Brasil, afirmaram que esta PEC 287 é o maior ataque aos direitos dos policiais e a todo povo brasileiro. O Governo Federal quer simplesmente promover o desmonte da previdência e entregar nas mãos dos banqueiros, que são os promotores das campanhas eleitorais de vários governadores, prefeitos deputados federais e senadores denunciados na Lava Jato.
Erivaldo ainda falou sobre o incidente na Chapelaria da Câmara Federal. Tudo aconteceu naquela casa que dizem ser a casa do povo, de início não permitiram que os manifestantes protocolassem um pedido de afastamento do Deputado Federal Arthur Maia (PPS-BA), Relator da PEC da Reforma da Previdência, em razão do mesmo não ter condições morais de apresentar o texto final, estando denunciado pelo Ministério Público Federal e indiciado segundo entendimento do STF.Os PCs, de todo Brasil permanecem mobilizados e não vão aceitar nenhum direito a menos concluiu Erivaldo presidente do SSPC/PB.

VITÓRIA DOS POLICIAIS

A pressão dos policiais nas ruas de Brasília e a unidade da categoria em defesa de seus direitos levou o relator da PEC da Reforma, deputado Arthur Maia, a divulgar um esboço do parecer sobre as mudanças no texto, que inclui a idade mínima 62 anos para as mulheres se aposentarem e mantém 65 anos para os homens. “O grito nas ruas é o caminho para forçar o governo a recuar nas propostas que retiram os direitos dos trabalhadores. Nós, policiais, já entendemos isso e vamos nos manter firmes na defesa dos nossos direitos”, afirmou Gandra presidente da COBRAPOL e coordenador de mobilização nacional da UPB – União das Polícias do Brasil.

Da Assessoria