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Paralisação Nacional

 

Uma reunião entre a Federação Nacional dos Policiais Federais e a Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis selou na tarde desta terça-feira, 02, a greve dos policiais federais e civis em todo o país no próximo dia 10 de dezembro. Os policiais lutam pela consolidação da carreira em ambas instituições e contra a PEC 549 que transforma os delegados de polícia em carreira jurídica equiparando seus salários ao ministério público. Pela proposta, que tramita na Câmara dos Deputados, 300 mil policiais civis e federais ficam a ver navios.

Para o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais-FENAPEF, Marcos Vinício Wink é preciso reformular a estrutura das polícias para oferecer uma segurança de melhor qualidade para a sociedade. “Os policiais precisam ser valorizados e para isso é preciso que todos entrem na base da carreira por concurso público e tenham a possibilidade de chegar ao topo através de seus méritos”, diz.

Segundo o presidente, o resultado dessa falta de estrutura tanto na carreira quanto no processo de investigação gera descontentamento entre os policiais. Outro ponto salientado pelo presidente é a crescente impunidade para quem comete crimes. “O cidadão é obrigado a conviver com inquéritos intermináveis que, via de regra, não chegam a lugar nenhum. Esse modelo está falido e precisa ser modificado”.

REUNIÃO ENTRE FENAPEF E COBRAPOL

Confederação Brasileira dos Trabalhadores Policiais Civis-COBRAPOL – O presidida por Jânio Bosco Gandra, ressalta que na Polícia Civil no Brasil, a situação é parecida. “Somos obrigados a conviver com baixos salários, uma carreira precária e falta de estrutura para que possamos executar nosso trabalho”, diz. Para Gandra a paralisação nacional das duas categorias é um grito de alerta para a sociedade e para os governos. “Assim como está não pode ficar”, diz.

Além dos presidentes da Cobrapol e da Fenapef participaram da reunião o 2º vice-presidente do Sindicato dos Policiais Civis em Alagoas, José Edilto Gomes dos Santos e o diretor de Relações do Trabalho da Fenapef, Francisco Carlos Sabino

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