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PARALISAÇÃO DE POLICIAIS CIVIS REDUZ MOVIMENTO NAS DELEGACIAS DA PARAÍBA

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Avisos nas portas das delegacias já davam conta que ontem não seria um dia comum. A paralisação nacional da policia civil durante todo o dia de ontem diminuiu os trabalhos dentro das delegacias de João Pessoa que, por falta de efetivo, deixou de realizar diversos atendimentos ao público. Na 1ª Delegacia Distrital (DD), localizada no bairro de Cruz das Armas, em João Pessoa, por exemplo, apenas um delegado e um escrivão estavam presentes e quem precisou ir à repartição onde teve sua demanda adiada para hoje.

Na Delegacia da Mulher, localizada no centro da capital, apenas três pessoas estavam trabalhando durante o dia de ontem. Segundo a delegada Vanderleia Gadi, o atendimento foi muito reduzido com relação aos dias normais, pois apenas casos de urgência foram recebidos. “Diariamente registramos muitos boletins de ocorrência e fazemos diversos atendimentos, porem os agentes aderiram a greve, então quem pode deixar o atendimento para amanhã (hoje) será deixado. Atendemos apenas quem não possa esperar de forma nenhuma”, afirmou.

A 3ª DD, localizada na Epitácio Pessoa, também reduziu se efetivo e colocou na porta cartazes que lembravam que ontem foi dia de paralisação.

O presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba -SSPC/PB, Antônio Erivaldo Henrique, informou que a paralisação de ontem foi positiva e não teve registros de problemas nas delegacias tanto na capital como no interior.

“ A paralisação foi a oportunidade para chamar a atenção da necessidade de uma nova política de segurança pública. Tudo transcorreu com tranqüilidade, mais chamou a atenção da sociedade para um novo modelo de segurança”. Afirmou.

Os policias civis de Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins também aderiram a paralisação.

ADESÃO AO MOVIMENTO EM CAMPINA GRANDE

Na Centra de Polícia Civil de Campina Grande, alguns agentes trabalharam normalmente ontem, pólo menos na delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) e na Delegacia de Homicídios (DH). Nas demais, os profissionais não apareceram. As ocorrências foram direcionadas para o Plantão Centralizado. Até o final da manhã, foram registrados 20 Boletins de Ocorrência (BO). De acordo com o delegado Antônio Lopes, da DH, quatro delegacias atuam na unidade e contam, cada uma, com uma equipe formada por quatro agentes. “Aqui está tudo normalizado, não houve nenhuma alteração”, enfatizou. Já a delegada Suelane Guimarães, titular da DDF, explicou que, dos três agentes que trabalham na delegacia, um está de férias e um não compareceu, o outro estava trabalhando.
No bairro José Pinheiro, onde está localizada a 1ª Delegacia Distrital (DD), que estava fechada os moradores estavam preocupados com a paralisação. “Eu só espero que os policiais não entrem em greve de vez, porque a população vai ficar desprotegida, sem ter como registrar as queixas” disse a dona de casa Marília Pires, 37 anos.

Em municípios do interior, apenas os plantões centralizados registraram ocorrências. “Aqui, apenas o plantão está ativo. A maior parte dos agentes aderiu a paralisação”, informou o delegado plantonista em Sousa, Claudio Bezerra. A situação era a mesma em Patos e Cajazeiras, conforme os agentes de plantão que atenderam as ligações da equipe de reportagem do JORNAL DA PARAÍBA e que pediram para não ser identificados.

Fonte: Jornal Paraíba

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