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JP tem muitos assaltos em ônibus este ano

Já foram registrados 114 assaltos a ônibus urbanos em João Pessoa de janeiro a setembro deste ano, de acordo com dados da Associação das Empresas de Transporte Coletivo da Capital (AETC-JP). O último, ocorrido no sábado passado na linha 507 – Cabo Branco, resultou na morte do passageiro Ednaldo Gonzaga e chocou a população pela crueldade dos criminosos. O diretor executivo da AETC-JP, Mário Tourinho, disse que a instalação de câmeras de vigilância nos veículos deve ser concluída até o início de 2011. Cerca de 300 ônibus já possuem o equipamento.
“As empresas vêm fazendo o que podem para garantir a segurança dos seus usuários, com a instalação de câmeras de vigilância nos veículos. Após essa iniciativa, notamos uma redução importante no número de casos de assaltos e outras ações violentas dentro de João Pessoa, já que a presença da câmera atua na inibição dos atos violentos nos carros. E a nossa expectativa é concluir o processo em toda a frota ainda nos primeiros meses do próximo ano”, explicou Tourinho.
Para o gerente metropolitano da Polícia Civil, delegado Getúlio Machado, além da instalação das câmeras, as empresas devem adotar medidas simples de segurança para garantir seus efeitos. “Por exemplo, orientar que os operadores (motoristas e cobradores) fiquem atentos para passageiros suspeitos, avisando a polícia do fato discretamente; colocar um agente de segurança disfarçado com passageiro dentro dos veículos em que mais acontecem assaltos e até evitando a parada para pessoas suspeitas em locais desertos. São formas simples, que podem ser usadas sem colocar em risco a vida dos passageiros”, falou.
O delegado disse que é difícil e, em certos momentos, até impossível de se identificar uma pessoa com más intenções, mas que essa observação é necessária para se evitar situações desagradáveis. Ele disse também que pequenos cuidados tomados por passageiros ajudam a evitar roubos e morte dentro dos veículos. “Evitar chamar a atenção, não usar objetos pessoais de valor de forma ostensiva e principalmente, não reagir em hipótese alguma a abordagem de um criminoso. O importante é preservar a vida. Objetos pessoais podem ser adquiridos novamente, a vida não”, orientou Machado.

CORREIO DA PARAÍBA
Redação

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