Estado não tem efetivo para operação divisa de fronteiras” / “Sindicato quer melhorias”

Jornal da ParaíbaCampina Grande, terça-feira, 22 de maio de 2001
Cidades

 

PAGINA 07

SEM COLETES
Sindicato dos Servidores da Polícia Civil denuncia que policiais não contam com armas

SEGURANÇA

Estado não tem efetivo para operação divisa de fronteiras

>>JOÃO PESSÕA 
>>da reportagem local

O Estado da Paraíba integrará a Operação Divisa, uma ação permanente que será realizada com as polícias civil e militar de vários estados para coibir a migração de foragidos da justiça. A ação da Paraíba, segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil, Antônio Erivaldo, pode esbarrar no sucateamento das polícias civil e militar que, segundo ele, em algumas áreas nem armas e coletes à prova de balas existem para a Nanzuá.
A ação, proposta pela Secretaria Estadual de Defesa Social de Pernambuco, deve ser iniciadas nas próximas semanas e o alvo principal é de se fazer o monitoramento das áreas de fronteiras, inclusive para inibir o tráfico de drogas e armas na região. Farão parte da operação os estados de Pernambuco, Alagoas, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí e Bahia.
A Paraíba foi reprensentada pela Coronel da Polícia Militar Genilson Assis, que

 

esteve na última sexta-feira, na cidade do Recite para discutir detalhes sobre a Operação Divisa.
Nos vamos verificar as condições da polícia para então efetivar a operação. Estamos fazendo um levantamento da situação do efetivo, viaturas, rádios, distâncias de fronteiras e armamento utilizado, tanto pela polícia civil quanto pela militar. O secretário de segurança é que vai determinar quantas viaturas e o eletivo. disse.
Segundo informações do coronel Genilson Assis. a operação ainda não tem data para ser colocada em prática e os recursos destinados às ações ainda não foram definidos. A ação em conjunto das polícias civil e militar não é nenhuma novidade na Paraíba, segundo a assessor da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP), Luíz Luna. “Nesses últimos anos, a Paraíba tem feito várias ações desse tipo com o Rio Grande do Norte. É uma ação que lá colocamos em prática e será ampliado com outros Estados”, disse.
Sindicato quer melhorias

O presidente do Sindicato dos servidores da Polícia Civil do estado da Paraíba. Antônio Erivaldo Henrique de Souza, frisou desconhecer a intenção de que o Estado participe de uma ação como essa. “O nosso sindicato tem defendido a operação de fronteira, que é uma espécie de Manzuá móvel, com ações que não são divulgadas nem tampouco não é especificada a área de atuação, mas o essencial nesse momento é que seja feita a reestruturação do serviço Manzuá que está totalmente sucateado” , disse.
As condições estruturais das policias nos postos da Manzuá, segundo Antônio Erivaldo, são as piores possíveis. No acesso à cidade de Patos, policiais trabalham até sem armas. “Quem for à Manzuá não vai encontrar nem coletes à prova de balas, nem muito menos armas, o que a torna uma operação de risco. Um
exemplo é o posto da Manzuá de Patos, onde polícias estão trabalhando sem armas. Qual é a defesa que se tem lá diante de bandidos? O policial tem mais é que deixar o bandido passar. No máximo, quando estão armados é com revólveres de calibre 38, enquanto os bandidos se utilizam de pistolas de grosso calibre e fuzis AR-15. Os policias civis e militares têm um simples revólver” ressaltou.
Segundo o assessor da SSP, Luís Luna. a reestruturação dos postos da Manzuá está sendo feita gradativamente. “Estamos começando de forma gradativa a reestruturar os postos da Operação Manzuá com a instalação de câmeras para uma vigilância eletrônica”, disse.
Ele também afirmou que sobre a questão da possível falta de armamento não corresponde à verdade. “A secretaria dispôe de armamento suficiente para todo o efetivo”, disse.