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GREVE NACIONAL DOS POLICIAIS CIVIS NOS ESTADOS PODERÁ ACONTECER AINDA ESTE ANO

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JORNAL O NORTE

INFORMATIVO SINDICATOS EM AÇÃO

A6 JOÃO PESSOA/PB – TERÇA-FEIRA, 24 DE JULHO DE 2007

GREVE NACIONAL DOS POLICIAIS CIVIS NOS ESTADOS PODERÁ ACONTECER AINDA ESTE ANO


1 – Foi com indicativo de “Greve Nacional” que terminou o Encontro Nacional das Representações Sindicais de Policiais, realizado na Cidade do Rio de Janeiro, nos dias 22 e 23/06/2007. O evento contou com a participação maciça das entidades representativas de 25 Estados da Federação, que atestam mais uma vez o estado de mobilização dos policiais civis do Brasil.
O encontro foi organizado pela Coligação dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro-Colpol/RJ-, na pessoa de seu presidente Carlos Eustáquio Pacheco, que contou com a parceria da Secretaria Nacional de Segurança Pública – Senasp,- na pessoa do Assessor Jorge Luiz de Quadros, contando ainda com a presença do senhor Ronaldo Teixeira, chefe de gabinete do Ministro da Justiça Tarso Genro.
O evento foi proposto com a finalidade de se apresentar ás lideranças sindicais o Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania –PRONASCI, que traz em seu bojo o projeto da Lei Orgânica Nacional da Polícia Civil, piso salarial nacional, aposentadoria especial, bem como várias outras iniciativas de valorização e capacitação dos policiais civis brasileiros.


PROTESTOS E INSATISFAÇÃO DOS SINDICALISTAS


2 – O encontro foi marcado pela insatisfação dos representantes classistas dos sindicatos presentes. Todos esperavam que o Governo Federal, apresentasse um cronograma com (data) para o envio do Pronasci ao Congresso Nacional em forma de Projeto de Lei. Há três anos que as entidades trabalham em conjunto com a Senasp, elas não admitem mais a protelação e descaso das autoridades públicas estaduais e federais, pois se faz necessário o envio ao Congresso desta reforma tão importante para a sociedade brasileira, pois não podemos falar mais em segurança pública sem a Modernização da Polícia Civil Brasileira.
E pública e notória que a insegurança pública está inviabilizando a democracia brasileira, a sociedade clama por respostas verdadeiras, palpáveis e urgentes, para a caótica realidade da segurança pública nos estados, cuja violência cresce, e os estados manipulam os dados reais diante dos crimes que acontecem no dia-a-dia em todo Território Nacional. Nós dirigentes classistas dos policiais civis, somos responsáveis diretamente pelo lado operacional do sistema, tanto que somos cobrados diuturnamente pela sociedade e estamos, a cada dia, mais enfraquecidos por omissão e inoperância dos gestores públicos.


PCs. NÃO ACEITAM MAIS ESPERAR


3 – Não aceitando mais esta realidade e cansados de esperar por atitudes praticas, a plenária do Encontro Nacional de Representações Policiais, aprovou o indicativo de greve nacional. Deliberou-se em caráter de urgência, audiência entre o Ministro da Justiça e as Lideranças Sindicais de Policiais Civis, sob a coordenação da Confederação de Trabalhadores Policiais Civis – COBRAPOL, se houver demora na confirmação da audiência e se na mesma não fomos contemplados em nossos pleitos, a categoria dos trabalhadores policiais civis do Brasil, será convocada através de suas entidades estaduais para uma Paralisação Nacional das Polícias Civis do Brasil em todos os Estados, seguida de uma grande Assembléia Nacional, a se realizar em frente ao Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios com a participação de todos os sindicatos de policiais civis da Federação, já que o policial civil não pode mais esperar e nem ficar ouvindo dos gestores estaduais e federais “contos da carochinha”. Segurança é direito do cidadão e dever do Estado.


O SSPC/PB PRESTA SOLIDARIEDADE


4 – A Direção do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado da Paraíba – SSPC/PB, com muita tristeza e consternação com a TRAGÉDIA do vôo 3054 da TAM, onde a angustia e LUTO tomou conta do Estado da Paraíba e demais Estados da Federação, e com aflição da maior tragédia aérea da história brasileira com mais de 200 pessoas vitimadas, solidariza-se com familiares, e amigos das vítimas.

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