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GREVE DE POLICIAIS NO CEARÁ, MATO GROSSO E MINAS  

Em função dos baixos salários e por melhores condições de trabalho, os policiais civis do Ceará, Mato Grosso e Minas Gerais entraram em greve.

fig08l2011No Ceará a greve completa 18 dias. Em assembleia realizada no último dia 19, os policiais decidiram manter a paralisação, apesar da decisão do juiz da sexta vara da Fazenda Pública, Paulo de Tarso Nogueira Pires, que elevou de 10 mil para 50 mil a multa aplicada contra o sindicato, acrescentando ainda o desconto de R$ 300 por dia do salário dos policiais que aderiram à greve.

Na mesma assembleia, os policiais aprovaram uma panfletagem nas ruas de Fortaleza com uma carta à população explicando os motivos da greve. Os policiais ressaltam as más condições de trabalho nas delegacias, com a denúncia de que no momento existem 800 presos para 400 inspetores. Dirigentes sindicais, por outro lado, colocaram que 49 inspetores e 200 policiais concursados estão aguardando para ingressar no quadro da Polícia Civil e não são chamados. No Estado, as delegacias estão funcionando em regime de plantão, mantendo 30% do contingente policial para atendimento ao público.

No Mato Grosso, em assembleia-geral dia 19/07, os policiais resolveram retomar a greve. Na tentativa de chamar a atenção do governador Silval Barbosa, que não aceita conversar com a categoria, os policiais ameaçaram invadir o canteiro de obras da construção do novo Estádio Verdão, a Arena Pantanal, e impedir a continuidade das obras. Além dos baixos salários, os policiais reclamam das condições de trabalham, como a falta de computadores e até de mesas para poderem trabalhar. Eles reclamam ainda que foi cortado o convênio que autorizava a lavagem das viaturas, que, de acordo com os profissionais, estão em péssimo estado de conservação. A categoria reivindica um salário inicial de R$ 3.460 para já e a possibilidade de atingir o teto de R$ 10.900 até o ano que vem.

Em greve há 60 dias, os policiais civis de Minas Gerais suspenderam a greve ontem, depois que o governo sinalizou pela revisão da lei orgânica da corporação – a medida abre a possibilidade de uma profunda reestruturação da polícia. Os termos da nova lei foram discutidos em reunião realizada na semana passada com os secretários de Governo, Danilo de Castro, e de Defesa Social, Lafayette Andrada. O compromisso firmado com o Estado foi de que o projeto será levado, em agosto, para apreciação na assembleia. Entre as reivindicações dos policiais estão o aumento no quadro de funcionários, elevando o efetivo atual de 12 mil para 20 mil agentes. A categoria pede, ainda, a equiparação salarial de delegados, defensores públicos, investigadores, escrivães, peritos e médicos-legistas.

Fonte:
Imprensa Cobrapol

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