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Força nacional vai auxiliar polícia na conclusão de inquéritos na PB

fig07c2011O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, autorizou ontem o envio de policiais da Força Nacional de Segurança para oferecer proteção às testemunhas que vão prestar depoimento nos inquéritos de homicídios que ainda não foram concluídos na Paraíba. A decisão publicada no Diário Oficial também autoriza os policiais da Força Nacional a utilizar armas letais durante as investigações e que permaneçam no Estado por 60 dias. Também chegarão ao Estado delegados da tropa federal para conduzir as investigações criminais. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União de ontem.

Segundo o secretário de Segurança e Defesa Social, Cláudio Lima, ainda não foi definida a dada de chegada dos agentes da Força Nacional que vão integrar as equipes da Delegacia de Homicídios da capital fazendo proteção a testemunhas. Eles também vão auxiliar os agentes investigativos na análise dos inquéritos que permanecem sem solução. Os policiais, agentes e delegados vão fazer, por exemplo, oitiva de testemunhas, busca por pistas de crimes e o indiciamento de suspeitos para elucidar os homicídios em João Pessoa. “Eles vão ter que ir para as ruas e por isso vão utilizar armas, como revólveres para poder garantir a própria segurança e de testemunhas,”disse o secretário.

O envio da Força Nacional para a Paraíba foi solicitado pelo Governo do Estado ao Ministério da Justiça com o objetivo de cumprir a ‘Meta 2’ estabelecida pelo Conselho Nacional de Justiça, que prevê a conclusão até o fim de julho, de todos os 1.400 processos abertos desde 2007.

O secretário de Segurança afirmou não acreditar que todos os processos sejam concluídos dentro do prazo estipulado. Para ele, o receio que algumas pessoas possuem em testemunhar em casos de homicídios dificulta o trabalho da polícia. “Provavelmente a Polícia Civil da Paraíba não vai cumprir a meta até o prazo estipulado, existem muitos processos e a cada dia surgem novos casos de homicídio. O mais importante é criar soluções que garantam a proteção de testemunhas para que elas se sintam seguras na hora de contar detalhes sobre um crime,” explica o secretário.

Cláudio Lima ainda acrescentou que a participação da Força Nacional vai ser de grande contribuição para a agilização dos processos.

A Associação dos Policiais Civis da Paraíba, avalia como benéfica a contribuição da Força Nacional, mas cobra do Governo do Estado que medidas permanentes sejam tomadas. “A Força Nacional é apenas uma medida paliativa, o ideal seria que o Governo do Estado contratasse policiais, agentes e delegados para atuar de forma permanente já que o Estado apresenta um déficit muito alto no que diz respeito ao número de policiais”, ressaltou o presidente da Associação de Policiais Civis da Paraíba, Sandro Roberto.

Por outro lado, o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil da Paraíba, não acredita que a vinda de policiais e delegados da Força Nacional contribua para a conclusão dos inquéritos. O delegado Isaías Olegário, presidente do sindicato aponta a convocação dos delegados e agentes concursados como sendo a melhor solução para que os processos sejam concluídos.

“Os profissionais da Força Nacional são de outros Estados e não conhecem a realidade em que vivemos nem os locais que apresentam maior índice de violência, por isso nós acreditamos que a vinda deles não será de grande contribuição,” afirma o delegado Isaías Olegário.

Além dos delegados e agentes, o governo solicitou também, profissionais de capacitação para oferecer palestras à polícia paraibana sobre ações de combate ao crime e melhorias no inquérito policial.

O secretário de Segurança afirma que pretende implantar uma nova Delegacia de Homicídios em João Pessoa até o fim deste ano. (MS)

COMENTÁRIOS DE RESPONSABILIDADE DO SSPC/PB – SINDEPOL – FEPCEP.

A PRESENÇA DA FORÇA NACIONAL REPRESENTA UM DEMÉRITO A POLICIA CIVIL DA PARAIBA, QUE TEM EXCELENTES PROFISSIONAIS, CAPAZES DE RESOLVER O PROBLEMAM MAS LHES FALTAM CONDIÇÕES. O GOVERNADOR RICARDO COUTINHO, AO INVÉS DE SOLICITAR FORÇA NACIONAL PARA UMA ATIVIDADE ATÍPICA DEVERIA PROPORCIONAR MAIORES E MELHORES CONDIÇÕES, INCLUSIVE NOMEANDO OS CONCURSADOS.

FONTE: Redação
Jornal da Paraiba

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