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FOGO DE MONTURO: GOVERNO DE RICARDO PODE SER SURPREENDIDO COM ‘INÉRCIA’ DO APARELHO DE SEGURANÇA E ENFRENTAR ONDA DE VIOLÊNCIA  

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Para as lideranças do movimento policial nunca um Governo foi tão arrogante e tão intolerante como o de Ricardo(foto)

O governo socialista de Ricardo Coutinho comemorou a ilegalidade da greve da Polícia Militar decretada pela Justiça como se fosse uma vitória pessoal do governador sobre forças inimigas que ameaçavam a estabilidade administrativa e o que é pior, ameaçavam a imagem e a credibilidade de um governante que construiu sua história liderando movimentos sociais principalmente aqueles que reivindicavam melhoria salarial.

Na intimidade do Coletivo RC, o clima era de euforia e de exclamações empolgadas quanto ao desempenho do governador interpretado como um exemplo de altivez, mas considerado pelos manifestantes como autoritário e intolerante.

Pelo teor da nota publicada no espaço que o Clube dos Oficiais detém no jornal Correio da Paraíba fica evidente que a ilegalidade decretada não encerra o movimenta nem soluciona os graves problemas enfrentados pelo setor de segurança pública no estado.

A nota é pródiga em críticas ao Governo chamado de insensível e despreparado, tão despreparado e arrogante que causa apreensão às lideranças temerosas do que pode acontecer a Paraíba sob o domínio de um time que desconhece as regras elementares do processo administrativo e se esmera em publicar dados, que não representam à realidade financeira do Estado.

São muitos os exemplos e não tão distantes assim. O adversário derrotado de Ricardo enfrentou nos idos de 90 duas greves que ficaram famosas na Paraíba e que resultou na convocação de tropas federais, atitude que rendeu ao ex-governador José Maranhão a pecha de intolerante impingida pelo também ex-governador Cássio Cunha Lima hoje o principal aliado de Ricardo.

Nos dois episódios Maranhão errou porque não estabeleceu um canal de negociação com as entidades representativas, preferindo dar espaço a lideranças isoladas que se beneficiaram do impasse, para se projetarem em carreiras solos. Uma delas, o sargento Dênis terminou por aportar na Assembléia Legislativa e hoje vive do que rende a desbotada legenda do Partido Verde. A segunda, o também sargento Onildo sumiu no anonimato e voltou à tropa.

Ricardo repetiu os erros de Maranhão e adotou as mesmas medidas de convocação de tropas federais e se mantém distante do diálogo com as entidades transformadas em figuras diabólicas e ameaçadoras à construçãode um paraíso socialista.

De acordo com a nota nunca as associações enfrentaram tanta mentira e tanta humilhação desde que se implantou a democracia no país e elas tiveram que negociar com os governantes.Para elas, o governo socialista de Ricardo Coutinho é uma quimera e se distingue pela dissimulação e pela falta de respeito à verdade dos fatos.

Na nota é enfatizado que foram dias, meses de tentativas vãs de negociação com um Governo disposto apenas a embromação confiado na tirania imposta aos meios de comunicação, instruídos a divulgar o que era de interesse do Governo.

Apesar da euforia é bom o Governo botar as barbas de molho por várias razões que deverão ser exploradas pelos manifestantes. Uma delas a falta de preparo da cúpula da Segurança Pública cujo titular, Cláudio Lima, parece ter sido colocado aqui apenas para atender o que determina e interessa o Governo de Pernambuco.

Da mesma forma o comandante geral da PM, coronel Euler Chaves, avaliado pela tropa como um oficial sem experiência de comando tendo exercido apenas funções burocráticas dentro da corporação.

Essas duas figuras poderão abastecer os manifestantes de munição suficiente para que o aparelho de segurança funcione aos tropeções, naquela de um pra frente e dois pra trás, o que já estaria sendo feito, haja vista os índices incontroláveis da violência.

FONTE: Redação – Jampa News

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