Você está aqui
Home > 2003 ARQUIVO HISTÓRICO > Federação de Policiais civis exige provas de promotor- Entidade ameaça, ainda, processar marinho Mendes por denunciar corrupção na polícia

Federação de Policiais civis exige provas de promotor- Entidade ameaça, ainda, processar marinho Mendes por denunciar corrupção na polícia

Correio da Paraíba

Política
A – 4 Paraíba * Domingo, 01 de junho de 2003

SINDICATO EM DESTAQUE
[email protected]
Federação de Policiais civis exige provas de promotor

 

Entidade ameaça, ainda, processar marinho Mendes por denunciar corrupção na polícia

O presidente da Federação dos Policiais Civis do Estado da Paraíba(FEPCEP), Walter Macedo Lins Fialho, enviou correspondência ao CORREIO rebatendo às acusações feitas à Polícia Civil pelo promotor Marinho Mendes, em entrevista publicada na semana passada. Entre outras coisas, a nota diz a Polícia Civil foi vítima da já conhecida cruzada do promotor Marinho Mendes de “denunciar sem provas, de denegrir imagens e cotejar o sensacionalismo”. Além disso lança um repto para que o representante do Ministério Público prove às denúncias de corrupção, sob pena de, não o fazendo, responder penal e civilrnente pelo que disse.
Assinada por Walter Macedo Lins Fialho, na integra, a nota da Federação dos Policiais Civis é a seguinte:
É fato público e notório, na edição no dia 25 de maio passado, o Jornal CORREIO da Paraíba veiculou entrevista do promotor público Marinho Mendes Machado,na qual o mesmo faz  graves acusações à Polícia Civil do Estado, culminando com a afirmação de que 99% (noventa e nove por cento) do efetivo policial da Paraíba é de “corruptos”, comprometidos com “crime organizado”.
Travestido de paladino da verdade e representando bem, o referido promotor, tentando se confundri com a própria instituição a que pertence, assesou sua injustificada ira contra a Polícia Civil, sem a menor concessão aos seus integrantes,  todos,  na respectiva e sua sinuosa visão, indignos de exercerem o honroso mister de promover a segurança pública estadual. Bem sabemos que esta opinião – movida muito mais pelo histrionismo – não é partilha-da pelo próprio Ministério Público nem tampouco pela sociedade paraibana, a quem a Polícia Civil, com todas as suas dificuldades estruturais, vem prestando relevantes serviços.
Causa espécie que o citado promotor somente agora venha á destilar seu ressentimento contra a Polícia Civil. Durante os ultimos quatro anos, quando dirigia a Segurança Pública um de seus pares, o promotor Publico Francisco Glauberto Bezerra, o entrevistado manteve-se calado, sem qualquer queixa contra a instituição e seus integrantes. E de se indagar: será que, naquele período, os policiais ditos corruptos não existiam? Ou somente agora, com quatro meses de afastamento de seu colega, é que o entrevistado descobre 99% de marginais nos quadros da Segurança Pública?
Certamente, o Dr. Marinho Mendes Machado, na sua já conhecida cruzada de denunciar sem provas, de denegrir imagens e cotejar o sensacionalismo, desconhece que dos efetivos da Polícia Civil emanaram muitos dos antigos e atuais promotores e magistrados deste e de outros Estados, todos respeitados e competentes. Ignora, ainda, o destemperado denunciante, que a maior parte dos membros da Polícia Civil é de bacharéis, com formação superior e com consciência de seu dever em prol do bem comum. Se existem maus policiais e esses os há em qualquer profissão  nunca serão em número capaz de manchar o bom nome da instituição, nem mesmo de expô-la as críticas sérias e construtivas, contrariamente àquela emitida na tal entrevista.
Cumpre, por fim, fazermos um repto ao apressado promotor: que prove o que afirmou publicamente, sob pena de , não o fazendo, ter que responder penal e civilmente pelo que disse e não provou contra centenas de abnegados agentes públicos, que têm a seu favor o reconhecimento da opinião pública e não da opinião publicada. No mais, resta à Polícia Civil continuar a trabalhar pela segurança do povo paraibano, mesmo às voltas com as dificuldades que são inerentes ao setor, não só aqui, mas em todo país, com o sempre renovado espírito de honestidade e de fidelidade a causa. As criticas vãs, acreditamos, são palavras ao vento”.

Top