Bandos de fora invadem a Paraíba

JORNAL O NORTE

João Pessoa – 24 de agosto de 2008

Bandos de fora invadem a Paraíba

CRIMINOSOS Grupos especializados em grandes assaltos são alvos de investigação por parte da Segurança Pública

Fernanda Medeiros
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Quem não foi vítima ou conhece alguém que sofreu o golpe da saidinha de banco? Quem não fica estarrecido com o relato na imprensa sobre os mega assaltos que acontecem a bancos, no interior do Estado ou aqui mesmo na Capital? O problema é que por trás da maioria destes crimes estão grupos organizados que vêm de fora e se infiltram na Paraíba para tirar o sossego da população. A polícia afirma que as quadrilhas são do Ceará, Rio Grande do Norte e Pernambuco.

“Só do ano passado até agora a gente já prendeu mais de 30 estelionatários. Todos de fora. Eles se multiplicam e agem em todo o Nordeste. Tem um grupo do Ceará, da cidade Crataús, que estava praticando clonagem de cartão de banco. Prendemos dois e eles estão no presídio”, afirmou o delegado Magno Toledo, da delegacia de Defraudações da Central de Polícias.

O agente Marcos Figueiredo, que ajudou a elucidar seqüestros e assaltos de grande porte, comprova a proliferação de grupos de fora agindo na Paraíba. “Eles vêm de fora, ficam com um apoio aqui e depois que assaltam, pegam o dinheiro e desaparecem”, conta Marcos Toledo.

Bancos

Ainda de acordo com a polícia, há alguns meses a polícia fez a prisão de um grupo que estava realizando seqüestro relâmpago na capital e era todo de fora. “A gente prendeu o grupo e um dos líderes era do Rio de Janeiro. Eles pegavam as vítimas, ficavam com elas no carro e em poder do cartão de crédito sacava dinheiro. Depois, as pessoas eram libertadas. Marcos Figueiredo lembra que um grande supermercado localizado as margens da BR- 230 foi assaltado no começo do ano. Ele participou das investigações e conseguiu junto com a equipe chegar ao grupo, que também era de fora.

Pânico

Quem passou horas de terror em poder de bandidos, clama por mais segurança. “Estava entrando no carro do meu namorado em Manaíra, quando dois homens em uma ação muito rápida me renderam e fizeram a gente ir com eles até o banco tirar dinheiro.

Estradas

Percebi que eles não eram daqui porque não conheciam nada e sotaque era de fora”, afirmou uma estudante universitária, vítima de seqüestro relâmpago há cerca de dois anos. Ela diz que seria interessante a polícia intensificar a vigilância nas estradas, para evitar a entrada deste tipo de quadrilha.

Ela conta que a polícia depois de uns dias prendeu o grupo, mas o trauma fica para o resto da vida. “Hoje em dia, tenho medo até de uma pessoa que chega para pedir informação. E se tem sotaque de fora aí é que temo passar por tudo que sofri naquele dia”, acrescentou a jovem